Quem cursa a faculdade de Direito sabe que, ao final de exaustivos cinco anos, ainda terá pela frente o crivo do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Trata-se de uma “prova de fogo” que testará os conhecimentos jurídicos dos futuros causídicos. Porém, para um grupo seleto de alunos da Faculdade Santa Lúcia, que sequer concluiu os 10 semestres do curso de Direito, a alegria de passar no exame da Ordem veio antecipadamente.

Nada menos do que sete alunos do décimo e último semestre de Direito, de um total de 11 inscritos no XXIX exame da Ordem, passaram na primeira e segunda fases. Agora irão se graduar em dezembro já sabendo que a carteira da OAB está garantida. O índice de aprovação foi superior a 63%, sendo que em âmbito nacional, esse percentual não ultrapassou os 25%.

Outros quatro alunos do nono semestre também passaram no XXVIII exame da Ordem.

O professor Dairson Mendes de Souza, coordenador do curso de Direito da Faculdade Santa Lúcia não esconde a satisfação com o desempenho excepcional de seus alunos. “Nosso curso de direito se destaca pela alta qualidade de ensino e pelo elevado índice de aprovação no exame da Ordem”, externou.

Formado em Direito pela USP e mestre em Direito pela PUC-São Paulo, Souza ressalta que a direção, corpo docente e coordenação da Faculdade Santa Lúcia estão muito satisfeitos com o desempenho de seus graduandos. Outro fato interessante citado pelo coordenador é que todos os três estagiários do Escritório Aplicado de Assistência Jurídica da Faculdade Santa Lúcia, Vinícius Bonatti, Vânia Cristina Magrini e Larissa Marangoni, também foram aprovados.

Esse escritório é um órgão criado pela Faculdade para atender a população carente da cidade, com renda de até 3 salários mínimos, com assistência jurídica nas áreas cívil e previdenciária. Uma das estagiárias, Vânia Cristina, diz que passar no exame da Ordem foi um misto de alegria e, ao mesmo tempo, alívio.

 

PREPARAÇÃO

“Foi uma grande emoção e prova de superação”, resumiu. A futura advogada pretende exercer o direito por pelo menos três anos. Depois vai tentar a carreira no Ministério Público. Sua colega Maria Ester Bronzatto Parenti vai mais longe e diz que sensação de passar no exame é indescritível.

“A gente não tem idéia do quanto somos capazes. Trata-se de um exame dificílimo e que poucos passam”, ressalta. Maria confessa que não vê a hora de se graduar, pegar a carteira da OAB e exercer o direito. “Quero advogar o quanto antes”, completa a estudante que vem de uma família com larga tradição no direito.

Vinícius Bonatti, revela que desde dezembro passado vem se preparando para o exame. “Foi um período mais desgastante de minha vida, tanto físico como emocional.

Além disso, há uma cobrança interna muito grande, por parte de nós mesmos”, observa.

Ele conta que o trabalho no Escritório Aplicado de Assistência Jurídica, orientado e supervisionado pelo professor Souza, também foi fundamental para seu êxito.

 

SONHO REALIZADO

Tábata Fernandes Cressine, outra aluna que faz parte dessa seleção de vencedores da Santa Lúcia, diz que passar no exame da Ordem é mais um sonho que se realiza em sua vida. Ela lembra, com um misto de tensão e alegria, dos momentos que antecederam a prova e a longa e angustiante espera pelo resultado.

“Quando vi meu nome foi uma emoção enorme”, desabafa. Seu colega Victor Henrique Assunção dos Reis diz ter sentido a mesma tensão antes da prova. “Parecia que nada daquilo que havíamos estudado estava na prova. Mas depois, respiramos fundo e conseguimos superar os obstáculos”, comemora.

Fábio Luís Thomazelli comenta que sua maior dificuldade foi na segunda fase do exame. Porém, diz que não precisou de cursinho para passar. “O conteúdo dado em sala de aula e as explicações de nossos professores foram mais que suficientes”, elogia. Os outros estudantes que brilharam no exame da Ordem foram Natália Segatti Osti, Tatiane Cristina Roque Stevanatto, Gabriela Montejano Zibordi e Edilson Andrade Domingues Júnior.